Compliance + D&I: como construir um canal realmente inclusivo?

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Aprenda como tornar seu Canal de Denúncias mais inclusivo, acessível e eficaz. Baixe o checklist gratuito e descubra como integrar Diversidade e Inclusão à escuta interna da sua empresa.

 

2º Panorama Setorial de Canais de Denúncias

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O estudo traz um recorte inédito por mais de 20 setores da economia, permitindo análises comparativas entre empresas de diferentes segmentos e portes.

 

Dados por Gênero e Canais de Acolhimento

Um recorte inédito sobre a relação entre gênero e Canais de Denúncias, revelando novos dados sobre como homens e mulheres utilizam esses canais.

 

10ª Pesquisa Nacional de Canais de Denúncias

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Análise de 10 anos da pesquisa que oferece um panorama essencial para que empresas avaliem sua cultura ética, identifiquem riscos e fortaleçam sua transparência.

 

Por que ter um Canal de Denúncias externo?

Implementar um Canal de Denúncias representa um avanço significativo para qualquer organização. Além de demandar investimentos financeiros, a criação de uma via de comunicação entre a operação e a alta administração reflete um compromisso com a conformidade legal e a transparência organizacional.

Essa ferramenta não apenas atende a exigências legais, mas também envia uma mensagem clara: a empresa está preparada para enfrentar desafios éticos e promover um ambiente de trabalho seguro e íntegro. 

As dúvidas iniciais na adoção do Canal de Denúncias

No entanto, a decisão de adotar um Canal de Denúncias não é isenta de dúvidas, especialmente quando o assunto é optar por um Canal de Denúncias interno, com a própria empresa responsável por todo o processo, ou externo, com o suporte de empresas aliadas. Essas preocupações são naturais e são resolvidas com a evolução do entendimento a respeito dos benefícios e a importância estratégica de um Canal de Denúncias 

Neste texto, vamos trabalhar as principais diferenças entre um Canal de Denúncias interno e externo, e o impacto causado na cultura organizacional ética das empresas. 

Pontos relevantes a respeito da escolha por um Canal Interno

Canais de Denúncia são ferramentas essenciais para a construção de uma cultura ética organizacional baseada na confiança e na apuração de irregularidades. Um Canal de Denúncias interno é aquele desenvolvido pela própria companhia, desde o momento da captação do relato até o processo de tratamento e apuração. 

A infraestrutura das formas de captação

E aqui temos o primeiro ponto. Um Canal de Denúncias se materializa nas formas de captação que disponibiliza para o seu público. Pode ser via site, telefone (inclusive 24h e com atendentes especializados), e-mail, formulários em chatbots, entre outras formas.

Cada escolha por forma de captação exige uma infraestrutura de armazenagem segura, garantia de anonimato, proteção do fluxo correto de encaminhamentos e, por fim, capacidade de extração dos dados para apresentações nos devidos comitês e e, eventualmente, para o judiciário. 

Padrões rígidos e aderentes as boas práticas de mercado podem ter custo elevado, exigem atualização constante de acordo com as novas tecnologias e investimento em segurança da informação para evitar vazamentos.

Ter esse orçamento disponível para algo que não é a atividade-fim da empresa e que não traz retorno financeiro direto pode ser problemático e levar a uma estagnação e aumento dos riscos no médio prazo. 

A confiabilidade do processo

É importante entender que a forma e o momento de captação dessa informação ou denúncia é um momento crítico. É a hora que uma pessoa que deu o passo de relatar algo vai ter a oportunidade de:

1) dar os detalhes que permitirão a apuração do caso;
2) consolidar sua opinião (positiva ou negativa) a respeito da seriedade e confiabilidade da empresa.

Em relação a qualidade do relato para posterior apuração, é possível, ainda que mais difícil no caso de um canal interno, ter pessoas com capacitação para dialogar com o denunciante e aprofundar o relato. O problema está na questão da confiança 

Um Canal Interno, de saída, já desestimula denunciantes. É natural imaginar que, a depender de quem ou o que é denunciado, pessoas que trabalham na própria empresa captando a denúncia podem ter incentivos nocivos que as levem a não dar sequência na denúncia ou mesmo apoiar em algum tipo de retaliação.

São alegações recorrentes como “denunciar aqui não adianta nada” ou “se esse gerente perguntar lá no canal perguntar detalhes que permitam descobrir de onde veio a denúncia, claro que vão contar”. Assim, a organização deixa de receber informações valiosas de situações que pode ter consequências muito ruins.  

Vale lembrar que, de acordo com a 10ª Edição da Pesquisa Nacional de Canais de Denúncias, XX% dos relatos são classificados como de impacto alto ou críticos. E muitos são procedentes. É importante criar um ambiente em que essas denúncias cheguem a quem pode resolvê-las antes que se tornem um problema muito maior. 

A segurança de informação sensível

Este é a principal preocupação das empresas, que as incentiva optar por um Canal Interno mesmo com os pontos negativos apontados antes neste texto. Algumas empresas possuem marcas de alta relevância social ou mesmo possuem nomes midiáticos em seus quadros. Esses nomes podem – e eventualmente são – denunciados nos Canais. 

Um dos maiores pesadelos destas empresas é ter detalhes de alguma denúncia deste tipo expostas na imprensa e nas redes sociais. Por isso, algumas delas optam por ter todo o processo nas mãos. Entendem que, internalizando, tem maiores garantias que as informações sensíveis não irão para a mídia.  

Como sabemos, por casos de denúncias de famosos que se tornaram escândalos e de casos gravíssimos de diretores de grandes instituições financeiras que passaram anos assediando vítimas em suas organizações e isto acabou sendo exposto por colaboradores que procuraram a imprensa, essa garantia é ilusória.

O risco para a marca não é reduzido por um Canal Interno. Se os colaboradores não confiarem na empresa, eles vão para a imprensa e as redes sociais.  

Porém, é natural a preocupação a respeito destas informações ao optar por um Canal Externo. Denúncias com impacto alto ou crítico estarão sob gestão de uma outra empresa. Por isso é fundamental escolher um fornecedor com lastro no mercado, com excelente reputação, para ser seu fornecedor de Canal de Denúncias. 

Por que ter um Canal de Denúncias externo?

Não é prudente defender a opção por um Canal Externo apenas com base na crítica ao Canal Interno e aos riscos que ele representar. É preciso apontar as vantagens dessa escolha também. A primeira delas, claro, é a especialização. 

O Canal de Denúncias como foco

Empresas tem como principal missão dar lucros. Para isso, elas se especializam em sua atividade-fim, buscam manter-se competitivas em seus setores, conhecer as novidades tecnológicas, evoluir sempre para não ficar para trás e, logo, continuar dando lucro. Esse é o incentivo que mantém as empresas em movimento, avançando, melhorando.

É exatamente assim com as empresas que fornecem Canais de Denúncia. 

Enquanto um Canal de Denúncias Interno representa uma estrutura sem conexão com as operações geradoras de receita nas empresas, um externo representa a relação com um prestador de serviço cujo objetivo é ser o melhor possível na atividade. 

Assim, um Canal de Denúncias Externo representa, potencialmente, melhores e mais atualizados softwares específicos, custo-benefício de ponta, adoção mais rápida e segura de novas tecnologias, inclusive de segurança.

Ainda, maior capacidade de apoiar na definição de fluxos de ação, comunicação ao público interessado e definição de matrizes de impacto, pois possui expertise e benchmark inerente 

Os times de Produto e TI das empresas de Canais de Denúncias estão focadas em desenvolver melhorias pro Canal, pois ele é que trará novas receitas. Não é, normalmente, esse o caso nas empresas que optem por Canais Internos. 

A confiança, novamente

Imagine que você é um colaborador que gostaria de denunciar algo. Um assédio, uma fraude. O denunciado é alguém da alta direção. Você realmente faria isso em um Canal Interno? Talvez sim, você seja especialmente corajoso, mas podemos afirmar que a maioria das pessoas pensaria duas, três ou até quatro vezes antes – e provavelmente não fariam a denúncia. O mal continuaria acontecendo.  

É disso que se trata, também. No fim, o Canal só existe porque a empresa não tem olhos em todos os lugares ao mesmo tempo, infalíveis. Não é onipresente e onisciente. Ela precisa que seu público esteja engajado em manter o ambiente dentro das regras combinadas no Código de Ética.

Que informe caso algo esteja saindo dessa linha, desse regramento fundamental para um bom ambiente de trabalho para todos, para a segurança de todos, para a sustentabilidade de negócio.  

As pessoas precisam confiar que podem falar com o Canal. Mesmo se for para apresentar uma denúncia contra alguém com poder dentro da organização.

O fato em si do Canal se externo, uma outra empresa, com pessoas que não estão sob a influência da alta direção, que irão registrar o caso e dar sequência a ele, já aumenta muito a chance de que a denúncia acontecerá e a organização terá a oportunidade de resolver um problema que, sem isso, estaria crescendo escondido no escuro. 

A legislação

A legislação que aborda situações que tocam no tema do Canal de Denúncias está sempre em evolução, junto com a sociedade. A Lei 14.457/2022 (Lei da CIPA), por exemplo, estabelece que empresas com mais de 20 funcionários necessitam implementar medidas para prevenir e combater o assédio sexual e outras formas de violência no ambiente de trabalho. 

Entre essas medidas, está a criação de um Código de Ética e Conduta e a implantação de um Canal de Denúncias que garanta o anonimato do denunciante e a punição dos infratores, quando necessário.  

Poderíamos também nos debruçar sobre o Emprega Mais Mulheres, a Lei Anticorrupção, até mesmo a Lei Geral de Proteção de Dados. Todas elas sinalizam que, em primeiro lugar, a terceira opção – não ter um Canal de Denúncias – está a cada dia mais impossibilitada, o que é ótimo para o fortalecimento de um ambiente ético no Brasil.

Em segundo, que o tema exige, de forma mandatória, atenção e compromisso de todas as empresas. É muito mais eficiente contar com uma empresa dedicada ao tema ao seu lado, a fim de cumprir toda a legislação a respeito, do que sustentar internamente estruturas e processos complexos e sempre em mutação. 

Valores terão de ser investidos no tema de qualquer forma. É melhor fazer com quem conhece, em um formato que engaje seu público e que realmente traga benefícios para a organização. Segundo, novamente, a 10ª edição da Pesquisa Nacional de Canais de Denúncias, empresas recebem, em média, 9,3 relatos mensais a cada 1.000 colaboradores.

Isso significa que, a partir de 108 funcionários, uma empresa pode esperar 1 denúncia por mês. Números abaixo dessa média podem significar uma subutilização do Canal de Denúncias em razão da desconfiança dos colaboradores na justiça da apuração dos relatos. E a empresa se verá tendo investido dinheiro em um Canal Interno para não mitigar os riscos que esse investimento se destinava. 

O Canal pode comprometer o orçamento da empresa?

A preocupação com o investimento ligado a uma ferramenta de compliance, como o Canal de Denúncias, é uma demanda constante para setores que precisam manter sua operação enxuta e seus custos baixos. Esse é um dos principais motivos que fazem empresas optarem por soluções e softwares recém-lançados (que ainda não foram validados pelo mercado) ou por soluções com quase nenhum suporte. 

O ideal é encontrar uma empresa parceria que possua respaldo e confiança do mercado, com um portfólio variado capaz de atender às necessidades de cada companhia. Por isso, a Aliant conta com serviços personalizados para empresas que recebem muitos relatos, e softwares de rápida curva de aprendizado e baixo custo para empresas que possuam baixa volumetria. 

Ter um Canal de Denúncias é uma decisão estratégica que vai além do cumprimento de obrigações legais.

Ele fortalece a cultura organizacional, protege a reputação da empresa e contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e ético. Com soluções acessíveis e especializadas, como as oferecidas pela Aliant, até mesmo empresas com orçamentos limitados podem implementar e gerenciar um canal eficiente. 

Segundo Yaniv Chor, Diretor de Serviços Gerenciados da Aliant, “implementar um Canal de Denúncias vai além de cumprir exigências legais; é uma estratégia essencial para fortalecer a integridade e a governança da empresa.”

Chor explica que contar com uma parceira especializada nesse processo garante não apenas a gestão eficiente das denúncias, mas também a adoção das melhores práticas do mercado.

“Com anos de experiência, podemos cuidar de todo o ciclo, desde o recebimento dos relatos até a análise, encaminhamento adequado, investigações e suporte ao comitê de ética, assegurando conformidade, segurança das informações e, principalmente, a proteção da reputação da organização.” 

Não espere que os problemas se tornem crises. Entre em contato com nossos especialistas e transforme desafios em oportunidades de crescimento e melhoria contínua. 

Escuta ativa: como guiar esta etapa essencial da investigação

Escuta ativa

Dentro do Compliance há diversos eventos que podem iniciar uma investigação, mas em todos eles, em algum momento será necessário que ocorra uma entrevista de escuta ativa com alguma parte envolvida do acontecido.

Durante a primeira entrevista (seja qual for esse meio de captação), é primordial que mantenha uma escuta ativa para coletar todas as informações necessárias pois isso influenciará a investigação interna.

Manter o foco a todos os dados fornecidos é um divisor de águas no tocante a uma boa investigação e neste artigo vamos discorrer sobre:

  • O que é a escuta ativa?
  • Questões e condutas que devem ser consideradas durante a escuta ativa
  • Precisa de escuta ativa?

Mas afinal, o que é a escuta ativa?

Escuta ativa é o ato de voltar toda sua atenção ao diálogo, a fim de que a comunicação se dê de forma esclarecedora e assim seja possível compreender tudo o que for dito pelo relator. Escutar ativamente o interlocutor sempre resulta em novas informações para o caso, pois só através desta prática será possível acessar alguns dados.

Como exemplo, vou citar um caso em que um relator que afirmou que seu gestor lhe solicitou que folgasse para finalizar seu banco de horas.

  • Em resposta, o comunicante respondeu que não possui banco suficiente para um dia inteiro. Por isso, apresentou esse dado a outros como uma dúvida, perguntando se seu líder poderia ou não fazer aquela solicitação. Ao escutá-lo com atenção, notou-se que este disse que há comentários de seus colegas quanto a gestão do líder denunciado.

  • Comumente anotamos esta informação, mas ocorre de o relator não ser questionado quanto a detalhes. Desta vez, o analista indagou sobre o caso e lhe foi informado de que o supracitado age de forma díspar, aos gritos com seus funcionários e os oprime.

  • Devido a isso houve uma queda na produtividade do local e diversos pedidos de demissão. Além disso, o comunicante ressaltou que o denunciado adota condutas coercitivas na presença dos clientes. O caso passou de uma dúvida sobre um procedimento para uma denúncia que, muitas vezes, é grave e isso devido a uma pergunta.

Assim se dá a importância da prática, e a seguir, apresentaremos algumas questões e condutas que devem ser consideradas durante esse contato.

Questões e condutas que devem ser consideradas durante a escuta ativa

As condutas necessárias durante a conduta ativa são:

  • Considere TODAS as informações existentes na denúncia:

Deste modo, se torna mais fácil o senso crítico de entender qual informação deve ser questionada, qual dado não ficou claro e o que pode ser um agravante para outra situação.

  • Verifique a possibilidade de contatar a fonte:

Mesmo que tenhamos recebido todas as informações que achamos pertinente, ainda há a possibilidade de existirem elementos necessários e que não foram explicitados.

  • Dê credibilidade as alegações, mesmo que pareçam ser impossíveis, e sempre Investigue todas as denúncias:

Conforme citado acima, situações podem ser mais do que aparentam, por isso, é necessário dar credibilidade as alegações, pois dá ao analista outra percepção crítica: de que se o que foi relatado for verdade, poderá haver consequências e danos à empresa. Nada é descartado.

  • Verifique a natureza das alegações (Fraude/assédio/discriminação/possível ato de corrupção) – para entender qual é a denúncia e para quem deve ser encaminhada:

A natureza das alegações pode alterar a tipologia dos casos e isso dará rumo a investigações. Como citei acima, há casos em que colaboradores de outras áreas serão acionados e para que não haja um retrabalho ou redirecionamento dos casos, é necessário entender de fato qual a tipologia correta de um caso. Este ponto é essencial para empresas que fazem consultoria e utilizam métodos de classificação de tipologia antes do envio ao seu cliente.

  • Veja as possíveis leis aplicáveis:

Haverá casos que parecerão simples, como citado, mas que devido a pontos específicos serão considerados passíveis de penalidade perante a lei. Assim, escutar ativamente um relato (e neste ponto faço uma menção a importância do conhecimento da legislação, mesmo que básica, junto a prática discutida neste artigo) dá ao analista mais informações que devem ser consideradas.

  • Verifique as regras e procedimentos internos desrespeitados:

Este último tópico é um adendo a consultorias de auditorias, pois o conhecimento prévio dos procedimentos internos será importante para entender se a informação fornecida é ou não importante para tratar o caso posteriormente.

Precisa de escuta ativa?

A escuta ativa é uma ferramenta dentre várias que tornam o processo de investigação exponencialmente mais fácil, mas serve como uma peneira para filtrar informações e trazer um caso organizado e bem detalhado para que o resto do processo seja bem executado.

A Aliant possui um compromisso com a captação e o envio das informações aos nossos clientes, pois compreende a importância do cuidado para que o mercado se mantenha um lugar íntegro e que o dia a dia dos colaboradores ocorra em um ambiente seguro e saudável.

Pesquisa Anual do Canal de Denúncias e Compliance

Homem com tablet na mão

É com satisfação que divulgamos os resultados da nossa pesquisa anual sobre os canais de denúncia, utilizados pelas maiores empresas do Brasil. Os dados revelam um aumento significativo no número de denúncias recebidas, com destaque para os casos de assédio. Essa tendência representa um marco na série histórica, com 7 denúncias a cada 1000 colaboradores.

A porcentagem de funcionários que relatam más condutas no Brasil é inferior à média global, como concluiu a pesquisa conduzida pela Ethics & Compliance Initiative em 2021. Os dados desse ano apontam justamente para o avanço sobre uma das barreiras mais complexas do cenário: a confiança de colaboradores em programas de integridade. A evolução positiva pode ser atribuída a uma combinação de fatores importantes.

Fatores que incentivam o engajamento de colaboradores com o canal

Primeiramente, destaca-se o investimento em capacitação dos profissionais de compliance. O aprimoramento contínuo das habilidades e conhecimentos desses especialistas contribui para a identificação e tratamento das denúncias, aumentando a confiança no canal.

Além disso, técnicas de apuração mais refinadas têm sido adotadas, resultando em uma melhoria no processo. Esse avanço promove uma maior segurança aos denunciantes, que percebem o compromisso das empresas em lidar de forma adequada com as denúncias recebidas.

Outro fator determinante é a melhoria na divulgação dos canais de denúncia. Esforços significativos têm sido feitos para ampliar a conscientização dos colaboradores sobre a existência desses canais e sua importância para um ambiente de trabalho saudável e ético. Esse aumento no awareness contribui para um maior engajamento dos colaboradores na denúncia de situações inadequadas.

Estamos criando o futuro do compliance

Durante o ano de 2022, houve crescimento no número de denúncias feitas via web, chegando a 68% dos relatos – o maior índice da série histórica. A possibilidade de fazer denúncias online apresenta menor fricção do que relatos feitos via voz, os quais representaram apenas 21% dos relatos, menor índice da série histórica. O aumento no uso de canais digitais reflete a facilidade e agilidade proporcionadas pela tecnologia, contribuindo para que as denúncias sejam feitas de maneira mais acessível e eficiente.

No intuito de aprimorar ainda mais a experiência do usuário, a empresa tem investido em ferramentas de inteligência artificial. Essas tecnologias permitem melhorar a jornada do usuário e agilizar o processo de tratamento das denúncias pelos responsáveis pelo canal. Um problema que será combatido com isso é o tempo médio de resolução dos casos, que sofreu um significativo aumento, alcançando os 54 dias.

Nesse sentido, a Aliant vem investindo também em canais de denúncia via chatbot. As soluções automatizadas proporcionam uma experiência mais fluida e interativa aos denunciantes, além de facilitar o trabalho dos responsáveis pelo recebimento e tratamento das denúncias. A empresa está comprometida em utilizar a inteligência artificial para aprimorar constantemente os canais de relatos, tornando-os cada vez mais eficazes e alinhados com as necessidades dos usuários.

Embora os resultados sejam positivos, é importante ressaltar que há espaço para melhoria no perfil de qualificação das denúncias recebidas. Observamos um aumento de 2% de casos não qualificados, ou seja, relatos que não apresentam elementos suficientes para uma apuração adequada. Para apoiar nossos clientes nesse aspecto, estamos desenvolvendo treinamentos práticos, no estilo microlearning, utilizando chatbots, para auxiliar a organização no entendimento sobre temas de compliance.

Em suma, os resultados da pesquisa anual destacam o progresso significativo dos canais de relatos, evidenciando um maior engajamento dos colaboradores na denúncia de casos de assédio e outras irregularidades. Os avanços na capacitação dos profissionais, técnicas de apuração mais refinadas, divulgação efetiva dos canais e o aumento do uso de canais digitais contribuem para a criação de ambientes de trabalho mais éticos e seguros.

A Aliant permanece empenhada em aprimorar os canais de denúncia, utilizando tecnologias avançadas e oferecendo suporte qualificado aos clientes. Solicite um orçamento e coloque seu canal no ar ainda hoje.

Coragem ao relatar: aumenta número de denúncias em canais de relatos corporativos e identificação de relatantes se mantém em 40%

Mulher falando ao telefone

Nos últimos anos, é possível observar um fenômeno importante nas empresas: o aumento significativo das denúncias nos canais de relatos corporativos.

Veja a pesquisa completa em: A Evolução dos Canais de Relatos no Brasil: A coragem no ambiente corporativo | 2023

Houve aumento de mais 84% nos relatos mensais por 1 mil colaboradores, apenas nos últimos 5 anos. Junto a isso, o número absoluto de pessoas que optaram por realizar esse relato de modo identificado permaneceu praticamente inalterado, perto da casa dos 40%.

Veja a pesquisa completa em: A Evolução dos Canais de Relatos no Brasil: A coragem no ambiente corporativo | 2023

Quais são os motivos que podem ter mantido essa porcentagem, mesmo com um aumento de 30% na utilização do canal entre 2021 e 2022? Quais seriam as principais razões para pessoas abrirem mão do anonimato?

Aumento da confiança nos instrumentos de relato e apuração dos casos

O ato representa confiança de que o processo de recebimento e apuração do relato é justo. A realidade é que, por muito tempo, o medo, a vergonha e a sensação de impotência impediram que situações fossem expostas: casos de favorecimento ilícito, assédios morais e sexuais, desvios de conduta. Tais situações promoviam um ambiente antiético, tóxico e expunham colaboradores a diferentes tipos de doenças e sofrimento. No entanto, com a evolução dos canais de relatos, essa realidade começou a mudar.

O aumento de relatos não significa, necessariamente, o aumento de ilegalidades e desvios éticos, e sim que pode ter ocorrido um aumento no grau de confiança nos instrumentos éticos disponíveis. Afinal, ao expor as práticas irregulares, é possível colocar um ponto final em comportamentos danosos e promover uma cultura organizacional mais saudável.

Processo de transformação cultural

Cultura organizacional pode ser compreendida como um conjunto de valores e instrumentos (como normas e práticas) que definem a identidade de uma organização. Ela influencia diretamente a forma como os colaboradores tomam decisão e como o mercado vê a companhia: afinal, toda empresa nasce já definindo quais são seus pilares culturais por meio dos seus fundadores.

Quando falamos de um processo de transformação cultural nos referimos, inicialmente, a dois pilares:

  • A mobilização da sociedade civil exigindo que empresas tenham condutas mais inclusivas, justas e de desenvolvimento sustentável;
  • O aumento da relevância da agenda ESG e Compliance, promovido pela observação de resultados oriundos de escândalos reputacionais, financeiros e sociais.

Profissionalização dos setores de compliance

Um programa de compliance bem estruturado inclui, por exemplo, atividades de treinamento e conscientização para os funcionários, informando-os sobre as políticas e procedimentos da empresa, bem como sobre a importância de relatar violações.

  • Ao aumentar o conhecimento dos colaboradores sobre questões éticas e incentivar a comunicação aberta, torna-se propício que eles denunciem atividades suspeitas.

A criação de um ambiente seguro é essencial. A profissionalização do compliance envolve a preocupação na contratação de canais de denúncia seguros e confidenciais, nos quais os funcionários possam relatar preocupações sem medo de retaliação. Garantir a proteção dos denunciantes é fundamental para encorajar mais pessoas a se manifestarem e compartilharem informações relevantes.

Abrindo mão do anonimato: qual a perspectiva?

O aumento das denúncias de assédio nos canais corporativos e a confiança nas apurações justas são sinais de que estamos caminhando na direção certa. Essa coragem das vítimas e a postura das empresas em lidar com as denúncias são fundamentais para a construção de um futuro em que o assédio seja apenas uma lembrança distante. Juntos, podemos criar um ambiente de trabalho seguro e acolhedor para todos.

Esse material foi produzido pelo time de Pesquisa e Desenvolvimento da Aliant.

Solicite um orçamento e coloque seu canal de relatos no ar ainda hoje.

Canais de relatos setorizados: há benefícios reais para a sua empresa?

equipe conversando em escritório

Ao analisarmos estratégias de empresas comprometidas com programas de conformidade, identificamos esforços para a criação e manutenção de um ambiente ético, justo e que permita ao colaborador realizar sua atividade profissional de modo saudável.

Uma das ferramentas que têm emergido são os canais de relatos setorizados.

  • Mas quais benefícios reais podem gerados pela sua adoção?
  • O que faz deles uma solução?

O desafio de criar um ambiente de inclusão

Um dos principais benefícios de contar com canais de denúncia setorizados é a confiança que o denunciante deposita ao se sentir acolhido de maneira apropriada. Ao criar um canal específico para determinado grupo, como o Canal da Mulher, as empresas demonstram um compromisso em atender às necessidades e particularidades das vítimas, o que contribui para um ambiente seguro e inclusivo.

Descubra como o Magalu, em parceria com a Aliant, acolhe mulheres vítimas de violência doméstica com o Canal Mulher.

A criação de um Canal da Mulher é uma iniciativa que busca enfrentar especificamente as questões de assédio e violência de gênero que afetam predominantemente as mulheres. De acordo com dados da Aliant, apesar de menos da metade dos denunciantes ser do gênero feminino no último ano, os casos de assédio foram majoritariamente denunciados por mulheres (54,5%). Ao oferecer um espaço dedicado exclusivamente a elas, as empresas demonstram sensibilidade e atenção às suas demandas, além de proporcionar uma sensação de segurança e proteção.

É preciso otimizar o tratamento de denúncias

Ao direcionar as denúncias para um setor específico, é possível contar com profissionais especializados, capacitados para lidar com essas questões de forma sensível e eficiente. Isso resulta em uma coleta de dados mais precisa, uma análise mais aprofundada das situações enfrentadas no ambiente de trabalho e respostas mais adequadas aos casos reportados, encorajando o ato de relatar.

Voltando ao Canal da Mulher: com informações específicas sobre o assédio e a violência de gênero, as empresas podem identificar padrões, criar estratégias preventivas direcionadas e implementar políticas de combate ao assédio que sejam mais eficazes. A Aliant notou em seus canais de relatos um aumento de 13% de denúncias de assédio moral e sexual no ano de 2022.

É importante ressaltar que há pesquisas que indicam o local de trabalho como o segundo ambiente em que mais frequentemente ocorrem os assédios sexuais. Será que esses contextos estão preparados para acolher as denúncias de maneira sensível e eficiente? A implementação de canais setorizados nesse cenário é ainda mais relevante.

Canais setorizados comunicam e fixam culturas organizacionais éticas

Ao investir nesse recurso, as empresas enviam uma mensagem clara a respeito do que não toleram e que estão comprometidas em garantir a segurança e o bem-estar de todos os colaboradores. Isso fortalece a confiança dos funcionários na empresa e promove um ambiente mais saudável, onde os valores de respeito e igualdade são cultivados.

Em suma, a implementação de canais de denúncia setorizados é uma eficiente estratégia para uma transformação cultural positiva no ambiente de trabalho. Além de promover um acolhimento adequado, esses canais otimizam o tratamento das denúncias, fornecem dados relevantes e fortalecem a cultura organizacional de respeito e igualdade. Ao investir nesse tipo de iniciativa, as empresas demonstram um compromisso genuíno em construir um ambiente de trabalho seguro e inclusivo para todos.

Esse material foi produzido pelo time de Pesquisa e Desenvolvimento da Aliant.

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Homofobia e discurso de ódio online: entenda a importância do monitoramento

Nos últimos anos, cresceram os números de crimes envolvendo o discurso de ódio na internet, especialmente contra grupos LGBTQIAP+. De acordo com estudo divulgado pela Safernet, uma ONG sem fins lucrativos, mais 74 mil queixas foram encaminhadas para a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. 

Os dados demonstram crescimento significativo em denúncias de crimes como a xenofobia, intolerância religiosa, a misoginia e a LGBTfobia. Todos as denúncias cresceram mais de 250% no comparativo entre 2022 com o ano de 2021. 

Essa disseminação de ódio e violência virtual tem causado impactos significativos em diferentes âmbitos da vida cotidiana: seja para vítimas, para seu entorno ou para companhias que buscam não apoiarem esse tipo de atitude. Sendo assim, é essencial compreender a gravidade dessa situação. A seguir, vamos discorrer sobre os seguintes temas: 

  • O que fazer quando se é vítima de homofobia? 
  • Canais de Relatos e crimes de ódio no ambiente corporativo 
  • Qual o papel das empresas no combate a homofobia e LGBTfobia?  

O que fazer quando se é vítima de homofobia?  

O mês de junho é lembrado pela celebração do orgulho LGBTQIAP+. No entanto, apenas a lembrança da data não evita o cometimento de crimes.  

Recentemente, houve um episódio trágico em que uma jovem lésbica foi alvo de agressões virtuais e acabou tirando a própria vida. Ela foi incessantemente atacada em um fórum online, onde usuários anônimos proferiam comentários homofóbicos e incitavam o ódio contra ela. A repercussão negativa e constante dessas mensagens, somada à falta de apoio e compreensão, levaram a um desfecho trágico e irreversível. 

Outro caso que ilustra a gravidade desse problema envolveu um grupo de pessoas que organizou um ataque físico a um casal gay após encontrarem informações pessoais e fotos deles em um fórum online. As mensagens compartilhadas nesse espaço propagaram ideias de ódio e incentivo à violência, resultando em agressões físicas contra a vítima. A investigação policial levou à identificação dos agressores, que foram presos e posteriormente condenados por seus atos de intolerância. 

Diante de situações parecidas ou até mesmo idênticas, é importante que a vítima e a comunidade ao seu entorno entendam que, desde 2019, o Supremo Tribunal Federal determinou que a Lei de Racismo (Lei n° 7.716/89) e a Injúria Racial (Art. 140 do Código Penal) devem contemplar crimes contra LGBTQIA+.  

Ou seja, a vítima deve denunciar toda vez que houver:  

  • Um impeditivo do exercício de algum direito por conta da raça, origem, religião, orientação sexual ou de gênero (Lei de Racismo); e/ou 
  • Uma expressão direta a uma pessoa visando diminuí-la por sua religião, raça, idade, orientação sexual ou de gênero.  

A denúncia pode acontecer: 

  1. Em delegacias físicas, tanto as especializadas, como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância em São Paulo, quanto nas gerais;  
  1. Em delegacias online; 
  1. Se for flagrante, pode ligar para o número 190; e 
  1. Por telefone, no Disque 100 ou no Disque Denúncia local. 

Qual o papel das empresas no combate a homofobia e LGBTfobia?  

O discurso de ódio em fóruns e redes sociais afeta profundamente a vida das pessoas LGBTQIA+, gerando danos emocionais, psicológicos e, em casos mais graves, até físicos. É fundamental que estejamos atentos a esses grupos e à violência que enfrentam, pois a omissão pode resultar em consequências devastadoras 

O Brasil ainda não possui levantamentos oficiais sobre LGBTfobia. Os dados sobre mortes – especificamente as violentas – da comunidade LGBTQIAP+ são coletados, analisados e divulgados por associações como o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) desde 2000. As principais fontes são notícias publicadas na mídia. 

Nesta primeira quinzena de maio foi publicado o “Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil”, elaborado pelo Observatório de Mortes Violentas Contra LGBTI. O documento revelou que o Brasil registrou ao menos 273 mortes violentas de pessoas LGBTQIAP+ em 2022, sendo 228 assassinatos, 30 suicídios e 15 de outras causas, como morte decorrente de lesões por agressão. A média do ano passado foi de uma pessoa LGBTQIAP+ morta a cada 32 horas. 

Tais dados demonstram que essa violência não é uma realidade distante: acontece frequentemente e quase diariamente. Por isso o monitoramento desses fóruns e redes sociais é imprescindível na luta contra o discurso de ódio direcionado aos grupos LGBTQIA+. As autoridades, organizações de direitos humanos e empresas de tecnologia devem trabalhar em conjunto para criar mecanismos eficazes de identificação e denúncia de discursos de ódio. Algoritmos e inteligência artificial podem ser usados para identificar conteúdos prejudiciais e bloquear a disseminação de mensagens intolerantes. 

Canais de Relatos e crimes de ódio no ambiente corporativo 

Em empresas, a adoção de canais específicos para receber denúncias de violência e discurso de ódio contra grupos LGBTQIA+ tem se mostrado de extrema importância. Esses canais fornecem uma via segura para as vítimas e testemunhas reportarem incidentes, permitindo que sejam tomadas medidas adequadas. 

As denúncias podem ser captadas desde a primeira manifestação de violência, que geralmente inicia-se de maneira menos agressiva. A identificação desses casos de forma precoce pode auxiliar no combate às formas mais graves, que são tão comumente noticiadas. 

Ao oferecer um espaço exclusivo para denúncias LGBTQIA+, esses canais garantem maior compreensão e sensibilidade às questões enfrentadas por essa comunidade, tornando o processo de denúncia mais acolhedor e eficaz. Essa abordagem é um passo crucial na proteção dos direitos e no combate à discriminação e violência online. 

Em busca de soluções efetivas para combater o discurso de ódio online direcionado aos grupos LGBTQIA+, é fundamental que indivíduos e instituições se engajem nessa luta. Adquirir conhecimento sobre o assunto, realizar monitoramento constante dos fóruns e redes sociais, estabelecer canais de denúncia específicos e fomentar a conscientização sobre os danos causados pela homofobia são medidas imprescindíveis. 

Ao adotar uma postura proativa, podemos criar um ambiente mais inclusivo, onde a diversidade seja valorizada e todos sejam respeitados, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.  

Esse material foi produzido por Marcela Penna, consultora do time de Seleção de Pessoas da Aliant. 

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