Pesquisa Anual do Canal de Denúncias e Compliance

Homem com tablet na mão

É com satisfação que divulgamos os resultados da nossa pesquisa anual sobre os canais de denúncia, utilizados pelas maiores empresas do Brasil. Os dados revelam um aumento significativo no número de denúncias recebidas, com destaque para os casos de assédio. Essa tendência representa um marco na série histórica, com 7 denúncias a cada 1000 colaboradores.

A porcentagem de funcionários que relatam más condutas no Brasil é inferior à média global, como concluiu a pesquisa conduzida pela Ethics & Compliance Initiative em 2021. Os dados desse ano apontam justamente para o avanço sobre uma das barreiras mais complexas do cenário: a confiança de colaboradores em programas de integridade. A evolução positiva pode ser atribuída a uma combinação de fatores importantes.

Fatores que incentivam o engajamento de colaboradores com o canal

Primeiramente, destaca-se o investimento em capacitação dos profissionais de compliance. O aprimoramento contínuo das habilidades e conhecimentos desses especialistas contribui para a identificação e tratamento das denúncias, aumentando a confiança no canal.

Além disso, técnicas de apuração mais refinadas têm sido adotadas, resultando em uma melhoria no processo. Esse avanço promove uma maior segurança aos denunciantes, que percebem o compromisso das empresas em lidar de forma adequada com as denúncias recebidas.

Outro fator determinante é a melhoria na divulgação dos canais de denúncia. Esforços significativos têm sido feitos para ampliar a conscientização dos colaboradores sobre a existência desses canais e sua importância para um ambiente de trabalho saudável e ético. Esse aumento no awareness contribui para um maior engajamento dos colaboradores na denúncia de situações inadequadas.

Estamos criando o futuro do compliance

Durante o ano de 2022, houve crescimento no número de denúncias feitas via web, chegando a 68% dos relatos – o maior índice da série histórica. A possibilidade de fazer denúncias online apresenta menor fricção do que relatos feitos via voz, os quais representaram apenas 21% dos relatos, menor índice da série histórica. O aumento no uso de canais digitais reflete a facilidade e agilidade proporcionadas pela tecnologia, contribuindo para que as denúncias sejam feitas de maneira mais acessível e eficiente.

No intuito de aprimorar ainda mais a experiência do usuário, a empresa tem investido em ferramentas de inteligência artificial. Essas tecnologias permitem melhorar a jornada do usuário e agilizar o processo de tratamento das denúncias pelos responsáveis pelo canal. Um problema que será combatido com isso é o tempo médio de resolução dos casos, que sofreu um significativo aumento, alcançando os 54 dias.

Nesse sentido, a Aliant vem investindo também em canais de denúncia via chatbot. As soluções automatizadas proporcionam uma experiência mais fluida e interativa aos denunciantes, além de facilitar o trabalho dos responsáveis pelo recebimento e tratamento das denúncias. A empresa está comprometida em utilizar a inteligência artificial para aprimorar constantemente os canais de relatos, tornando-os cada vez mais eficazes e alinhados com as necessidades dos usuários.

Embora os resultados sejam positivos, é importante ressaltar que há espaço para melhoria no perfil de qualificação das denúncias recebidas. Observamos um aumento de 2% de casos não qualificados, ou seja, relatos que não apresentam elementos suficientes para uma apuração adequada. Para apoiar nossos clientes nesse aspecto, estamos desenvolvendo treinamentos práticos, no estilo microlearning, utilizando chatbots, para auxiliar a organização no entendimento sobre temas de compliance.

Em suma, os resultados da pesquisa anual destacam o progresso significativo dos canais de relatos, evidenciando um maior engajamento dos colaboradores na denúncia de casos de assédio e outras irregularidades. Os avanços na capacitação dos profissionais, técnicas de apuração mais refinadas, divulgação efetiva dos canais e o aumento do uso de canais digitais contribuem para a criação de ambientes de trabalho mais éticos e seguros.

A Aliant permanece empenhada em aprimorar os canais de denúncia, utilizando tecnologias avançadas e oferecendo suporte qualificado aos clientes. Solicite um orçamento e coloque seu canal no ar ainda hoje.

Homofobia e discurso de ódio online: entenda a importância do monitoramento

Nos últimos anos, cresceram os números de crimes envolvendo o discurso de ódio na internet, especialmente contra grupos LGBTQIAP+. De acordo com estudo divulgado pela Safernet, uma ONG sem fins lucrativos, mais 74 mil queixas foram encaminhadas para a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. 

Os dados demonstram crescimento significativo em denúncias de crimes como a xenofobia, intolerância religiosa, a misoginia e a LGBTfobia. Todos as denúncias cresceram mais de 250% no comparativo entre 2022 com o ano de 2021. 

Essa disseminação de ódio e violência virtual tem causado impactos significativos em diferentes âmbitos da vida cotidiana: seja para vítimas, para seu entorno ou para companhias que buscam não apoiarem esse tipo de atitude. Sendo assim, é essencial compreender a gravidade dessa situação. A seguir, vamos discorrer sobre os seguintes temas: 

  • O que fazer quando se é vítima de homofobia? 
  • Canais de Relatos e crimes de ódio no ambiente corporativo 
  • Qual o papel das empresas no combate a homofobia e LGBTfobia?  

O que fazer quando se é vítima de homofobia?  

O mês de junho é lembrado pela celebração do orgulho LGBTQIAP+. No entanto, apenas a lembrança da data não evita o cometimento de crimes.  

Recentemente, houve um episódio trágico em que uma jovem lésbica foi alvo de agressões virtuais e acabou tirando a própria vida. Ela foi incessantemente atacada em um fórum online, onde usuários anônimos proferiam comentários homofóbicos e incitavam o ódio contra ela. A repercussão negativa e constante dessas mensagens, somada à falta de apoio e compreensão, levaram a um desfecho trágico e irreversível. 

Outro caso que ilustra a gravidade desse problema envolveu um grupo de pessoas que organizou um ataque físico a um casal gay após encontrarem informações pessoais e fotos deles em um fórum online. As mensagens compartilhadas nesse espaço propagaram ideias de ódio e incentivo à violência, resultando em agressões físicas contra a vítima. A investigação policial levou à identificação dos agressores, que foram presos e posteriormente condenados por seus atos de intolerância. 

Diante de situações parecidas ou até mesmo idênticas, é importante que a vítima e a comunidade ao seu entorno entendam que, desde 2019, o Supremo Tribunal Federal determinou que a Lei de Racismo (Lei n° 7.716/89) e a Injúria Racial (Art. 140 do Código Penal) devem contemplar crimes contra LGBTQIA+.  

Ou seja, a vítima deve denunciar toda vez que houver:  

  • Um impeditivo do exercício de algum direito por conta da raça, origem, religião, orientação sexual ou de gênero (Lei de Racismo); e/ou 
  • Uma expressão direta a uma pessoa visando diminuí-la por sua religião, raça, idade, orientação sexual ou de gênero.  

A denúncia pode acontecer: 

  1. Em delegacias físicas, tanto as especializadas, como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância em São Paulo, quanto nas gerais;  
  1. Em delegacias online; 
  1. Se for flagrante, pode ligar para o número 190; e 
  1. Por telefone, no Disque 100 ou no Disque Denúncia local. 

Qual o papel das empresas no combate a homofobia e LGBTfobia?  

O discurso de ódio em fóruns e redes sociais afeta profundamente a vida das pessoas LGBTQIA+, gerando danos emocionais, psicológicos e, em casos mais graves, até físicos. É fundamental que estejamos atentos a esses grupos e à violência que enfrentam, pois a omissão pode resultar em consequências devastadoras 

O Brasil ainda não possui levantamentos oficiais sobre LGBTfobia. Os dados sobre mortes – especificamente as violentas – da comunidade LGBTQIAP+ são coletados, analisados e divulgados por associações como o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) desde 2000. As principais fontes são notícias publicadas na mídia. 

Nesta primeira quinzena de maio foi publicado o “Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil”, elaborado pelo Observatório de Mortes Violentas Contra LGBTI. O documento revelou que o Brasil registrou ao menos 273 mortes violentas de pessoas LGBTQIAP+ em 2022, sendo 228 assassinatos, 30 suicídios e 15 de outras causas, como morte decorrente de lesões por agressão. A média do ano passado foi de uma pessoa LGBTQIAP+ morta a cada 32 horas. 

Tais dados demonstram que essa violência não é uma realidade distante: acontece frequentemente e quase diariamente. Por isso o monitoramento desses fóruns e redes sociais é imprescindível na luta contra o discurso de ódio direcionado aos grupos LGBTQIA+. As autoridades, organizações de direitos humanos e empresas de tecnologia devem trabalhar em conjunto para criar mecanismos eficazes de identificação e denúncia de discursos de ódio. Algoritmos e inteligência artificial podem ser usados para identificar conteúdos prejudiciais e bloquear a disseminação de mensagens intolerantes. 

Canais de Relatos e crimes de ódio no ambiente corporativo 

Em empresas, a adoção de canais específicos para receber denúncias de violência e discurso de ódio contra grupos LGBTQIA+ tem se mostrado de extrema importância. Esses canais fornecem uma via segura para as vítimas e testemunhas reportarem incidentes, permitindo que sejam tomadas medidas adequadas. 

As denúncias podem ser captadas desde a primeira manifestação de violência, que geralmente inicia-se de maneira menos agressiva. A identificação desses casos de forma precoce pode auxiliar no combate às formas mais graves, que são tão comumente noticiadas. 

Ao oferecer um espaço exclusivo para denúncias LGBTQIA+, esses canais garantem maior compreensão e sensibilidade às questões enfrentadas por essa comunidade, tornando o processo de denúncia mais acolhedor e eficaz. Essa abordagem é um passo crucial na proteção dos direitos e no combate à discriminação e violência online. 

Em busca de soluções efetivas para combater o discurso de ódio online direcionado aos grupos LGBTQIA+, é fundamental que indivíduos e instituições se engajem nessa luta. Adquirir conhecimento sobre o assunto, realizar monitoramento constante dos fóruns e redes sociais, estabelecer canais de denúncia específicos e fomentar a conscientização sobre os danos causados pela homofobia são medidas imprescindíveis. 

Ao adotar uma postura proativa, podemos criar um ambiente mais inclusivo, onde a diversidade seja valorizada e todos sejam respeitados, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.  

Esse material foi produzido por Marcela Penna, consultora do time de Seleção de Pessoas da Aliant. 

O que você precisa saber sobre treinamento de Compliance

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A ética e a transparência são princípios fundamentais que devem fazer parte do dia a dia das empresas. A condução dos negócios baseada nesses princípios proporciona um crescimento saudável, continuidade e reconhecimento no mercado. Além disso, os stakeholders e instituições financeiras se sentem mais seguros em realizar os seus investimentos em empresas reconhecidas por possuírem práticas éticas e transparentes. E o treinamento de compliance é um assunto importante a ser tratado.

Sendo assim, uma das melhores formas dos colaboradores conhecerem e aplicarem os princípios e valores de uma organização em seu dia-a-dia é por meio de treinamento de compliance e comunicação eficaz e efetiva.

O principal objetivo do treinamento de compliance deve ser conscientizar os colaboradores sobre os comportamentos, regras internas, valores, princípios previstos no código de conduta ou políticas internas. Deve, também, reforçar que qualquer atitude antiética pode impactar a imagem da empresa e a carreira do próprio colaborador.

Importância de um treinamento de compliance

O treinamento de compliance é um elemento imprescindível dentro dos pilares de um Programa de Compliance. Por meio dos treinamentos, a empresa direciona a forma que os seus funcionários devem atuar conforme as estratégias e objetivos definidos e aprovados pelo Comitê de Ética ou Alta Administração.

Podemos dizer que o treinamento de compliance é uma ação de prevenção e orientação ao funcionário das condutas esperadas. É, também, a disseminação da cultura de compliance. Dessa forma, a participação de toda a companhia é fundamental para garantir que todos estejam alinhados.

Sendo assim, considerando a efetividade do Programa de Compliance, seguem algumas dicas que devem ser observadas sobre como realizar um bom plano de treinamentos de compliance.

1) Crie o seu plano de comunicação e treinamento

Toda empresa deve elaborar o seu plano de treinamento, definir o formato e metodologia além de estabelecer a quantidade adequada, formato, público-alvo, tema, área e cargos.

Este plano deve ser simples e eficaz, e abordar temas relevantes para a empresa e para cada público. A aprovação dos planos pela área de Compliance é obrigatória.

2) Utilize as denúncias recebidas para definir temas para treinamentos e comunicação

As denúncias recebidas podem ser utilizadas e exploradas nos treinamentos e comunicação da empresa, desde que seja respeitada a confidencialidade.

O objetivo do uso das denúncias como tema é para reforçar as diretrizes da empresa previstas no Código de Conduta ou políticas internas, e em nenhuma hipótese, poderá expor envolvidos nas situações.

3) Conheça o seu público-alvo

Para iniciar o planejamento do seu treinamento, é imprescindível conhecer o seu público e a cultura deste público. Cada localidade (país/estado/cidade) possui uma cultura própria.

O respeito a essas diferentes culturas no momento da elaboração do treinamento irá garantir que mensagem de conscientização para os colaboradores seja repassada da melhor forma.

4) Defina a metodologia e abordagem a serem aplicados

Após conhecer o público-alvo, é o momento de definir qual metodologia e abordagem se enquadram a esse público. Treinamentos presenciais são importantes, mas esbarram em limitação de espaço e capilaridade, principalmente para operações pulverizadas.

Treinamento de compliance online e ao vivo vêm se mostrando eficientes para minimizar estas questões. Outra opção é capacitar multiplicadores, que podem agir em diferentes geografias.

E-learning é uma boa opção para conteúdo mais massificados e conceituais, onde a interação com o apresentador e com os demais colaboradores não é o mais importante.

Baseado nestas definições, deve-se desenvolver o conteúdo dos slides, pois estes sempre devem ser focado para cada público e formato. Além disso, os slides devem ser “limpos” e de preferência contendo mais figuras ao invés de longos textos.

As imagens costumam marcar a memória dos participantes e facilita a associação em futuras situações. Inclua também frases ou perguntas provocativas para que os colaboradores se envolvam mais nos treinamentos. Utilizar vídeos e cases com opções de respostas ajudam a manter um maior engajamento dos participantes, sendo muito úteis no caso de e-learnings.

5) Tenha uma linguagem agradável e adequada ao público alvo

A linguagem utilizada durante o treinamento deve ser simples e agradável para o ouvinte. Por exemplo, a mensagem de um treinamento com a utilização somente de termos técnicos pode não ser bem absorvida pelo público.

A linguagem deve aproximar o público ao conteúdo do treinamento, por isso, a utilização de figuras, reportagens, vídeos, ou dinâmicas pode ajudar para que a mensagem repassada seja assertiva e atrativa.

6) Apresente cases para discussão

O uso de dilemas éticos é uma ótima forma de reter atenção do público. Uma dica para esse momento é dividir os participantes em grupos, solicitar que o dilema ético seja discutido e que uma solução seja encontrada.

O ponto de atenção é para a definição dos cases, pois, devem ser adequados para o público ouvinte e relacionados aos negócios da empresa. Os cases também podem ser utilizados em e-learning, com animações e opções de repostas, mostrando as consequências de cada uma.

7) Metodologia de storytelling e gamificação

A metodologia de storytelling é uma ferramenta utilizada para falar sobre temas no geral por meio de uma história contada. Nesse contexto, os personagens são criados e há um engajamento maior do público alvo.

Essa técnica ativa a atenção, criatividade, curiosidade, interesse sobre o assunto abordado e a facilidade para repassar a mensagem pretendida. Além do storytelling, a gamificação também é uma maneira didática de repassar o conteúdo. Ele ajuda a envolver e engajar o público durante o treinamento para a solução de dilemas do dia a dia utilizando-se jogos.

8) Avaliação da qualidade do treinamento

A avaliação final dos treinamentos pelos participantes é fundamental para identificar os pontos de melhoria e garantir que a metodologia dos próximos se enquadrem no perfil daquele público. Além disso, por meio da avaliação também poderá ser mensurado a retenção dos colaboradores.

Como conclusão, reforço que um treinamento de compliance com a ausência de apoio da alta direção, por meio do exemplo (walk the talk), será um investimento sem retorno esperado para a empresa.

Não existirá mudança de cultura ou engajamento dos colaboradores em participar dos treinamentos de compliance se os membros da Alta Administração não forem o exemplo e caminharem de acordo com a ética e valores da empresa.

Por Patricia Gobbi é consultora de Compliance na ICTS Protiviti

O impacto do comportamento nas redes sociais na empresa

reputação

É raro encontrarmos, nos dias de hoje, alguém que não esteja presente no Facebook, no Instagram, no Twitter ou em outra mídia social, concorda? O aumento da interação das pessoas na internet tem feito com que o comportamento nas redes sociais seja mais monitorado pelas companhias.

Em uma era em que se fala sobre relações públicas na internet, devem ser tidos cuidados não só pelo relacionamento puro e simples, mas também com a administração estratégica da comunicação. Aquilo que os funcionários de uma empresa publicam nas redes sociais, por exemplo, traz impacto para as imagens organizações.

Quer saber mais sobre o impacto que o comportamento nas redes sociais traz para as empresas? Então continue a leitura!

Como o comportamento nas redes sociais, tido pelos funcionários, impacta as empresas?

Antes de entrarmos na questão das redes sociais propriamente dita, é importante retomarmos um dos preceitos básicos da comunicação empresarial. Trata-se da ideia de que tudo comunica ou transmite alguma informação.

Os uniformes dos funcionários, o crachá que eles utilizam, a saudação que é dada a alguém que liga para o telefone da empresa, a forma como um e-mail é escrito, entre outras interações, contribuem para a formação da imagem da companhia.

Também é importante destacar que, por mais que algumas pessoas digam o contrário, dificilmente alguém consegue separar totalmente a vida profissional da vida pessoal. Imagine, por exemplo, que o prefeito de uma cidade é visto bêbado em uma festa.

Um cidadão que está no mesmo evento, ao ver tal fato, conta a história para seus amigos no dia seguinte. Você acha que ele falará que viu o senhor fulano de tal bêbado na festa ou que viu o prefeito? É claro que é a segunda opção! Isso apenas evidência que comportamentos tidos fora do ambiente corporativo, por mais que nada interfiram no trabalho, impactam a imagem profissional.

Agora imagine se além de ver o prefeito bêbado, a pessoa que o encontrou na festa fizesse uma filmagem e a publicasse nas redes sociais. O vídeo poderia viralizar e causar diversos danos à imagem do político, concorda?

É por conta disso que as empresas devem criar nos funcionários a consciência de que a forma como eles se comportam fora da companhia pode afetar a imagem profissional deles e, por consequência, da própria organização. Isso sempre aconteceu, mas nas mídias sociais ganhou força.

O caso Starbucks

Um exemplo de como o comportamento nas redes sociais afeta a imagem organizacional pode ser vista em uma reportagem do portal G1, que evidencia um acontecimento em uma loja do Starbucks, nos Estados Unidos.

Ao ver que dois consumidores negros estavam há muito tempo sem consumir na cafeteria, um funcionário chamou a polícia. Os clientes foram abordados pelos policiais e outros consumidores que estavam no local filmaram a ação e postaram nas redes sociais.

Em poucas horas o caso ganhou relevância e o vídeo passou a ter muitos compartilhamentos. Acusada de racista, a rede de cafeterias precisou vir a público e se desculpar pelo ocorrido.

Demissão na Latam por assédio às mulheres russas

Outro caso que ganhou repercussão na mídia ocorreu durante a Copa do Mundo na Rússia. Um vídeo foi gravado mostrando vários brasileiros assediando e constrangendo uma mulher russa.

A repercussão foi muito grande, tendo destaque na revista Veja e outros meios de comunicação! Um dos homens vistos no vídeo era funcionário da companhia aérea Latam. Mesmo estando em horário de folga, o rapaz foi demitido, uma vez que a empresa não queria a sua imagem relacionada a alguém que pratica o machismo e a misoginia. Mais uma vez, vemos o comportamento nas redes sociais tomar proporções maiores.

Comportamento nas redes sociais: quais são os pontos que as empresas devem ter cuidado?

Carolina Terra, especialista em relações públicas digitais, afirma que o funcionário é um dos maiores embaixadores ou representantes de uma marca. Por conta disso, a comunicação organizacional precisa estar alinhada e consistente, para que os colaboradores passem a ser defensores e não detratores da empresa em que trabalham.

Para que isso se efetive, as companhias precisam atentar para alguns pontos. Veja alguns exemplos, nos tópicos a seguir!

Promoção à ética e ao respeito

A cultura organizacional deve agregar valores como a ética e o respeito. Todos os funcionários devem ser orientados a sempre agirem de forma respeitosa com qualquer pessoa que se relacionarem, nos ambientes físicos ou digitais.

Não se deve ter e muito menos expor qualquer tipo de preconceito, como racismo, misoginia, homofobia, intolerância religiosa etc.

Falsa sensação de proteção nas redes sociais

Algumas pessoas ainda têm a falsa sensação de que as redes sociais são uma terra sem lei, em que tudo pode ser dito, sem que ocorram penalidades.

Isso é uma falácia, uma vez que já existem legislações específicas para aplicação na internet. De tal modo, se uma pessoa se sente ofendida por um comentário feito sobre ela nas redes sociais, por exemplo, pode mover processos judicias.

Hiperexposição

A internet trouxe uma realidade em que todos nós estamos hiperexpostos, praticamente o tempo todo. Por conta disso, alguns cuidados devem ser tomados para preservar as imagens pessoal e organizacional.

Será que vale a pena publicar uma imagem com muitas garrafas de bebida em um churrasco com os amigos, por exemplo? Até que ponto isso é divertido e pode interessar outras pessoas? Essa imagem não pode prejudicar a minha imagem como profissional e da empresa em que eu trabalho? Questões como essa devem ser sempre levantadas e as empresas precisam suscitar esse pensamento em seus colaboradores.

Criação de códigos de ética

Diversas empresas criam códigos de ética para que os colaboradores sigam nas redes sociais. A Adidas, por exemplo, estimula que seus funcionários se identifiquem como parte do seu time, porém salienta que a internet nunca se esquece e que cuidados devem ser tomados.

Entre outros pontos, um código de ética para o comportamento nas redes sociais pode trabalhar regras como:

  • evite publicar fotos pessoais e com pouca roupa;
  • jamais fale sobre assuntos sigilosos da empresa;
  • evite entrar em discussões políticas ou partidárias;
  • não fale mal da empresa e dos colegas de trabalho;
  • não faça postagens comemorando a sexta-feira ou reclamando da segunda.

Criação do Canal de Denúncias

Um canal independente, especializado e seguro para o recebimento e tratamento de denúncias, além de tornar seus funcionários mais éticos e responsáveis, também melhora a reputação do negócio e da empresa no mercado.

Empresas que têm canais de denúncias, conseguem captar comportamento impróprios de mais rapidamente. Ou seja, quando ocorre um fato que expõe a reputação da empresa, pessoas conhecedoras da marca, clientes ou qualquer um que saiba onde denunciar, procura o canal para reportar o fato.

Isso ajuda a empresa a ter conhecimento rápido sobre essas situações. Também dá uma boa noção do tamanho da exposição.

Não há dúvida de que o comportamento nas redes sociais gera impactos na empresa. Por isso, a melhor saída é conscientizar a todos e evitar que as percepções tidas pelos demais usuários da internet seja negativa.

Por Glower Fonseca, gerente sênior comercial na ICTS

Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019

Compliance

Passadas as eleições, podemos acompanhar pelos noticiários que as ações das autoridades contra a corrupção e crimes financeiros permanecem, assim como se fortalecem as ações a favor do respeito à diversidade e nas relações pessoais no ambiente de trabalho. Ganha cada vez mais relevância a temática segurança de informações e privacidade de dados.

Neste sentido, destacamos os cinco principais pontos de atenção em compliance para as empresas neste ano. A lista contém temas macros, que vão impactar os programas de compliance nas organizações em 2019. O risco de reputação se faz presente, e por isto a importância do tema ter a devida atenção pelos executivos e líderes responsáveis por Programas de Compliance, de modo que as ações de prevenção e mitigação sejam tomadas.

1) Segurança de informações e privacidade de dados

O mundo virtual faz parte do mundo real. Dados se tornaram um ativo valioso, sendo base de muito modelos de negócios. A diferença é que o valor da informação se tornou maior com a lei 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados. Ela traz regras de consentimento, obrigações na proteção de dados, diretrizes para segurança de informação e reporte de incidentes, sanções que as organizações podem sofrer na ordem de 2% do faturamento até o limite de 50 milhões de reais, entre outros.

Neste contexto, é fundamental que os executivos das organizações busquem ações de conscientização sobre a nova lei e patrocinem o diagnóstico sobre qual será o impacto nos negócios. Posteriormente, é fundamental promover as melhorias necessárias, pois a lei passará a vigorar em fevereiro de 2020, o que na prática coloca 2019 como o ano para a adoção das novas práticas. E é essencial prever os recursos e orçamento para que isto aconteça, uma vez que dados pessoais é algo presente em todas as organizações.

2) Ampliação do universo de riscos de compliance

O combate à corrupção continua, bem como a promoção da cultura ética e o combate ao assédio. Vimos movimentos importantes de pactos setoriais anticorrupção se consolidando em 2018, e outros devem tomar forma em 2019. E tal movimento deve ser incentivado e ampliado. Mas não há como restringir a atuação dos Programas de Compliance a apenas estes temas. O universo de riscos de compliance abrangido pelo Programa deve ser ampliado. Além do tema segurança de informações e privacidade de dados, questões como prevenção à lavagem de dinheiro, práticas concorrenciais, e outros devem entrar no radar, inclusive como resultado do mapeamento de riscos de compliance realizado.

Contudo, vale lembrar que pesquisas recentes mostram que mais da metade das empresas nunca realizaram um mapeamento de riscos de compliance. Neste caso, este primeiro e importante passo deve ser realizado.

3) Promoção de ações de respeito à diversidade e de combate ao assédio

É muito importante a parceria das áreas de RH e Compliance das organizações para promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. Uma recente pesquisa da ICTS Outsourcing mostra um aumento das denúncias de assédio moral nos últimos anos, que pode ser explicado pela maior conscientização dos colaboradores, empoderamento dos mesmos, regras claras providas pelas empresas através do código de ética e a adoção de ferramentas como o canal de denúncias.

Identificar e tratar estes casos, permite que uma empresa obtenha economia mensurável ao evitar a judicialização, numa média de quase 21 mil reais por processo, de acordo com esta mesma pesquisa.

Para isto, não basta realizar ações pontuais de comunicação, ou treinamentos que sejam vistos como obrigação pelos colaboradores. As ações devem ser efetivas e recorrentes. Um bom diagnóstico pode ser obtido através do processo de auditoria de cultura de compliance, prática ainda pouco adotada pelas empresas no Brasil.

E é preciso ir além da questão de prevenção ao assédio. Pesquisa da McKinsey and Co publicada no início de 2018, mostra a correlação entre diversidade e resultados. Sem a promoção de respeito e empatia no ambiente de trabalho, não será possível promover a diversidade, tampouco otimizar os resultados esperados. Num mercado competitivo, as organizações não podem se dar ao luxo de perder talentos, nem de desperdiçar recursos.

4) Ampliação do uso de tecnologias

A adoção de soluções tecnológicas como aliadas dos Programas de Compliance continua. Os treinamentos e-learning e o uso de analytics nas auditorias são uma realidade, e devem continuar sua evolução de aplicação no próximo ano.

É visível os diversos e distintos níveis de maturidade existentes no quesito tecnologia nos Programas de Compliance das empresas que atuam no Brasil. O uso de algorítimos e soluções automatizadas nos controles internos é uma prática em evolução, e o RPA (robotic process automation) é ainda pouco disseminado, mas deve iniciar um movimento de adoção pelo Compliance a partir de 2019. A aposta na inteligência artificial continua, em especial no suporte à dúvidas sobre a aplicação de regras e na identificação de fraudes em potencial.

5) Amadurecimento dos Programas de Compliance

Muitas das iniciativas iniciadas em 2013 e 2014 estão se consolidando, e se refletem em Programas que atingiram a maturidade em termos de existência dos elementos e de ter algum histórico em 2017 e 2018. Como consequência, a busca por ações de reconhecimento público cresceram em 2018, movimento que tende a continuar em 2019. São exemplos de reconhecimento a iniciativa Empresa Pró-Ética e a certificação ISO 37.001, de sistema de gestão antissuborno.

Contudo, vale destacar que por outro lado, 1 em cada 4,3 empresas ainda possuem baixo nível de maturidade. Parte das empresas deste grupo devem iniciar as ações em 2019, seguindo o movimento do mercado.

Por Jefferson Kiyohara, diretor de Compliance e ESG na ICTS Protiviti

Ética e Compliance: gestão e operação integrada

Quando uma empresa está determinada a ter um programa completo, robusto e sustentável de Ética e Compliance, ela deve ter em mente que vários elementos deverão ser implementados, muitas vezes simultaneamente.
 
Sem dúvida, um dos elementos muito importantes é a implementação de um canal de denúncias efetivo, de preferência terceirizado, para que tenha total credibilidade junto aos colaboradores e demais públicos de interesse, como fornecedores, comunidade, etc.
 
Hoje, no entanto, não vamos falar sobre a operação de um canal de denúncias, mas sim sobre quais são esses outros elementos de um programa de Ética e Compliance que precisam funcionar de forma associada ao canal, inclusive para reforçar sua utilização, efetividade e nível de confiança. Acompanhe.
 

Gestão e operação integrada: êxito do programa de Compliance

Há uma série de atividades, processos e controles que devem fazer parte da jornada de um programa de Ética e Compliance na sua empresa.
 
Iremos abordar na sequência 5 elementos que fazem parte de um programa efetivo de Ética e Compliance e que estão bastante relacionados à implementação e operação de um canal de denúncias.
 
Embora existam diretrizes e melhores práticas para o desenvolvimento destes elementos dentro do programa, vale destacar que é preciso ter atenção e critério para adequá-los à realidade e especificidades da sua empresa.
 
Cada elemento precisa ser desenvolvido com pragmatismo, adaptados às características do negócio, seu mercado de atuação e riscos envolvidos, e ao próprio perfil empresarial e cultural da empresa.
 
Além do mais, aspectos como a disponibilidade de recursos (humanos e financeiros), prazos e prioridades da gestão, e os próprios resultados esperados são fatores que precisam balizar o planejamento e desenvolvimento do seu programa.
 
 

Elementos de um programa efetivo de Ética e Compliance:

 

1.Engajamento irrestrito da alta direção

Os líderes da empresa terão um papel fundamental na divulgação do programa e sua consequente implementação por parte das equipes. É preciso que conheçam seus motivadores, benefícios e riscos envolvidos, de modo que se apropriem da ideia e sejam agentes de transformação organizacional.
 

2.Criação de políticas, procedimentos e controles

Um programa de Ética e Compliance efetivo requer um Código de Conduta Ética e um conjunto de políticas claras e acessíveis sobre diferentes temas que permeiam o programa (ex.: Regimento do Comitê de Ética, Política Anticorrupção, Política para apuração de denúncias, Política de consequência).
Toda a cadeia envolvida no negócio da empresa precisa conhecer o que se espera dela e o que não será tolerado. O mesmo vale para procedimentos e mecanismos de controle, que devem ser estabelecidos e comunicados com frequência para que ninguém tenha dúvida ou se surpreenda com algum mecanismo usado para a apuração de uma denúncia de ato ilícito, por exemplo.
 

3. Plano de comunicação, sensibilização e capacitação

Todos os públicos de interesse precisam saber sobre a existência do programa e como ele funciona. Para isso, é necessário um plano de educação desses públicos, que contemple atividades de comunicação frequente e ajustada ao perfil de cada público, de sensibilização e de capacitação, que formem conceitos e despertem o interesse pelo tema.
 
Sob a perspectiva do canal de denúncias, é preciso esclarecer quais tipos de situação devem ser manifestadas, reforçando os aspectos de segurança, independência e especialização da operação do canal.
 

4.Medidas disciplinares e ações corretivas

A aplicação consistente de medidas disciplinares sobre aqueles que transgredirem as “regras do jogo” estabelecidas é fator fundamental para a perenidade do programa de Ética e Compliance, impedindo que a percepção de impunidade, ainda tão presente em nossa sociedade, contamine o ambiente da organização.
 

5.Avaliação, auditoria e monitoramento contínuo

Para assegurar a efetividade do programa, a empresa deve seguir um cronograma de avaliações periódicas, auditorias internas e/ou externas, que promovam os ajustes de rota necessários. Adicionalmente, deve implementar mecanismos para o monitoramento contínuo de riscos e de aspectos do programa (ex.: monitoramento de redes de relacionamento para identificar interações com entes públicos, ou potenciais conflitos de interesses; monitoramento das etapas de negociação; monitoramento de pagamentos).
 
Estas atividades possuem muita sinergia com o canal de denúncias, sendo utilizadas como mecanismos para o desenvolvimento de apurações, e também recebendo inputs do canal em relação aos focos de controle. É essencial que sejam desenvolvidas de forma especializada e independente.
 
 
E você? Está pronto para estabelecer ou aprimorar os elementos de Compliance que se integram ao canal de denúncias? Conte pra gente!
Até mais. 

Benefícios da especialização no Canal de Denúncias

Ter controle e visibilidade sobre o comportamento dos seus colaboradores em relação ao cumprimento dos padrões éticos estabelecidos para o desenvolvimento dos seus negócios é, atualmente, um dos grandes desafios das organizações.

Como trazer o discurso da Ética e Compliance para a prática do dia a dia

A disponibilização de um canal de denúncias é, sem dúvida, a resposta mais pragmática para esta questão.
Ele promove inibição e direciona os comportamentos dentro da organização, além de oferecer a identificação prematura de riscos, permitindo ações corretivas e preventivas, e atender aos requisitos de legislação e regulamentações de mercado.
No entanto, a implantação de um canal de denúncias vai muito além da disponibilização de um número telefônico, formulário eletrônico ou e-mail. Para não produzir efeitos indesejados, e, efetivamente, transformar-se em um instrumento que traga retorno às organizações e fortaleça a cultura de Ética e Compliance, a operação do canal deve contemplar expertise e sofisticação.
Neste sentido, a especialização da operação deste canal não é apenas desejada, mas essencial para seu sucesso.
Adicionando-se a este contexto as questões de isenção no recebimento e tratamento das denúncias, anonimato e segurança das informações, bem como restrições de recursos e o cenário dinâmico de riscos, regulatório e evolução tecnológica, conclui-se, rapidamente, que a estruturação interna desta função não é o melhor caminho a ser seguido nas organizações.

Terceirização do canal de denúncias

A terceirização do canal de denúncias é vista, hoje, como a melhor prática do mercado, inclusive, gerando maior credibilidade aos olhos dos colaboradores e stakeholders das organizações.
A especialização do serviço do canal de denúncias proporciona:

Na captação e análise inicial dos relatos

  • Infraestrutura adequada e segura para o recebimento e registro dos relatos, continuamente atualizada;
  • Profissionais capacitados em gestão de riscos, Ética e compliance e em competências específicas para condução de entrevistas telefônicas e análise técnica de conteúdos;
  • Metodologia para triagem dos casos, qualificando aqueles que devem seguir para apuração;
  • Análise multidisciplinar e contextualizada de riscos e impactos potenciais, categorizando e priorizando os casos, e direcionando recomendações de apuração;
  • Fluxos customizados para encaminhamento das denúncias aos responsáveis da sua organização, inclusive para casos de maior urgência, evitando-se conflitos de interesse.

No desenvolvimento da apuração dos casos

  • Suporte para definição das estruturas, fóruns, protocolos e fluxos de apuração;
  • Metodologia para levantamento de informações internas junto aos pontos de contato da organização, preservando o sigilo dos envolvidos e ampliando o contexto inicial das denúncias;
  • Competências específicas para execução de entrevistas exploratórias ou confirmatórias, condução de análises forenses, levantamento de informações em fontes externas à organização e operações de campo;
  • Condução isenta das apurações, orientando a deliberação e o desenvolvimento das ações de ruptura, corretivas e preventivas na organização.

Na gestão dos casos

  • Um sistema on-line de case management, em ambiente seguro, com funcionalidades que suportam a condução eficiente das apurações, continuamente atualizado;
  • Indicadores e estatísticas da operação em tempo real, apresentados em dashboards customizados.

Na comunicação do canal de denúncias

  • Diretrizes para elaboração do plano de comunicação e envolvimento da organização;
  • Exemplos e modelos de conteúdos e peças de comunicação;
  • Participação ativa nos eventos de lançamento e sustentação do canal.

Está convencido dos benefícios que a especialização pode proporcionar ao canal de denúncias da sua organização? Conheça mais sobre o serviço de canal de denúncias da ICTS.
A ICTS é pioneira no desenvolvimento de operações de canais de denúncias no Brasil. Há 10 anos oferece seus serviços em modelo terceirizado, já contabilizando mais de 200 mil denúncias processadas.
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